Nos Estúdios Sá da Bandeira realizamos gravações áudio em formato analógico (24 pistas em fita magnética de 2’’) ou digital.

Ambos os formatos possuem vantagens e desvantagens, e existe imensa informação que pode ser pesquisada na web sobre este assunto. Podemos tentar resumir isto rapidamente, focando-nos principalmente nas vantagens de cada um:

O digital é prático e versátil, permitindo uma manipulação do som mais fácil e imediata. Hoje em dia a maioria dos músicos está familiarizada com o conceito de Digital Audio Workstation, e as suas capacidades e eficácia são facilmente observáveis.

O formato analógico tem um som próprio (não confundir com lo-fi), tem limite de pistas (o que é geralmente uma grande mais-valia), e não tem tecla de undo. Parece óptimo, hein? E na realidade é.

Estas “limitações” podem ser exactamente o que uma banda precisa para criar algo excepcional. As pessoas são obrigadas a tomar decisões, a planear bem a próxima jogada e acaba por se valorizar mais um aspecto que hoje em dia se tornou secundário: a performance.

Temos também a capacidade de utilizar o melhor dos dois mundos, pois podemos gravar para fita magnética (de forma a obter as suas características sonoras), e utilizar o computador para realizar as tarefas que num ambiente 100% analógico consumiriam mais tempo. As possibilidades são inúmeras, e em cada projecto podemos optar pelo método que proporcionará os melhores resultados no final.

Para além da escolha entre gravar para o computador ou para fita magnética, temos no estúdio uma bela colecção de equipamento e instrumentos que nos ajudam a criar o som que nós e a banda imaginamos.

A régie está centrada numa mesa de mistura AMEK M1000 do final dos anos 70. Esta mesa foi a última AMEK a ser totalmente construída à mão, e alguns dos seus pontos fortes são a secção de equalização deliciosa e os melhores pré-amplificadores que a marca alguma vez desenhou (não é só a nossa opinião, alguns peritos dizem o mesmo). As entradas de linha e de microfone têm transformadores Sowter, que conferem ao sinal que entra na mesa uma textura muito especial. Os ingleses não são só bons a fazer fish & chips, e esta mesa é um bom exemplo do puro mojo britânico.

O nosso equipamento outboard inclui tanto peças clássicas como aparelhos menos comuns, que nos permitem captar e manipular as ondas sonoras de mil e uma formas.

A nossa carteira de microfones segue a mesma filosofia. Temos um fraquinho por equipamento das décadas passadas, que era construído com uma paixão e dedicação que hoje são dificeis de encontrar. Consideramos os microfones como as cores da nossa paleta: umas vezes o mais indicado pode ser um microfone de fita com 60 anos, outras um microfone de cobre feito com componentes telefónicos, ou então um microfone recente e super detalhado. Não é à toa que isto se chama audio engineering!

Mas como somos mais do que simples técnicos, sabemos que a receita para uma excelente gravação começa no músico e no seu instrumento.

Para ajudar ao processo criativo, o nosso backline está à total disposição dos nossos clientes.

Entre amplificadores britânicos menos comuns das décadas de 1960 e 1970, passando por clássicos como o Ampeg V-4B e o Sears Silvertone 1484 “Twin Twelve”, temos alguns brinquedos que podem ser o ideal para criar aquele som que a dado momento temos na cabeça, incluindo uma bateria Rogers de 1969, cujo timbre é definitivamente diferente das baterias que se fabricam hoje em dia.

(é possível consultar um rider técnico mais detalhado aqui)

 

Este equipamento e a nossa sala de captação espaçosa e convidativa potenciam a criatividade dos nossos clientes, e é normal que as suas músicas saiam do estúdio mais ricas do que entraram.

Adicionalmente, e como achamos que muitas vezes a experimentação é a chave do sucesso, foram instalados pontos de ligação que permitem utilizar todas as salas deste edifício como espaço de gravação. Este factor oferece-nos a possibilidade de procurar sonoridades novas para a captação dos instrumentos e transformar as salas de estar, cozinhas, escadarias e casas de banho em verdadeiras echo chambers, que podem imprimir uma característica especial no som que registamos.